10/08/10 - 21h15
Edição Sérgio Saraiva /Fonte IBF
Especialistas acreditam que morte tenha sido natural
Um filhote de baleia franca encalhou em Laguna, próximo à ponta do Gi, e o corpo foi enterrado na tarde desta terça-feira (10). O registro foi comunicado à Área de Proteção Ambiental (APA) da Baleia Franca (ICMBio) e constatado ainda na segunda-feira por pesquisadores do Projeto Baleia Franca (PBF-Brasil).
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Fotos:IBF |
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Filhote tinha 5m e era recém-nascido, segundo especialista Karina Groch (de amarelo) |
Nesta terça, além da presença de técnicos da APA e do PBF-Brasil, a Polícia Militar e a Prefeitura de Laguna (Secretaria de Obras) estiveram no local para auxiliar na operação de remoção do cetáceo.
Recém-nascido - "Era um filhote recém-nascido, que media 5m28cm de comprimento. Apesar de ser uma ocorrência negativa no âmbito da recuperação populacional da espécie, este primeiro encalhe da temporada não chega a ser alarmante. Isto porque é comum que a mortalidade de filhotes da espécie franca atinja por volta de 10% do total de nascimentos", afirmou a diretora de pesquisa do PBF-Brasil, Karina Groch.
Ainda não foi possível identificar a causa da morte. "É provável que tenha sido uma morte natural. Porém, alguns veterinários da Unesc e da R3 Animal coletaram amostras para análises", completou Karina.
Em caso de encalhes, há um protocolo homologado pela APA da Baleia Franca (ICMBio) que deve ser seguido.
"O objetivo do protocolo é articular a rede de instituições que podem contribuir nos casos de ocorrência de encalhes, seja de animais vivos ou mortos. Nossos procedimentos foram cumpridos, desde o momento em que a informação nos foi passada até as operações para o enterro do corpo", explicou Maria Elizabeth Carvalho da Rocha, Chefe da APA da Baleia Franca.
Procedimentos em caso de encalhes:
Como ajudar?
- Entre em contato com as instituições responsáveis
- Não tente devolver o animal para a água
- Ajude a isolar a área mantendo pessoas e animais domésticos afastados
- Coloque panos molhados sobre o corpo do animal e providencie sombra para evitar queimaduras solares.
- Mantenha o animal molhado, sem jogar água no orifício respiratório
- Obtenha fotografias do animal, possibilitando a identificação da espécie e documentação do caso.
- Colabore com a sensibilização e a conscientização da comunidade
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