30/08/10 - 21h55
Sérgio Saraiva
Sobrevôo contou 86 francas na região da APA
O sobrevoo do Instituto Baleia Franca (IBF), realizado no sábado (28), registrou a presença de 86 baleias - 57 adultos e 29 filhotes - entre Pântano do Sul (Florianópolis) e o sul da praia de Itapirubá – divisa com Laguna.
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Fotos:Henrique Litman |
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| O grande número de jovens baleias em acasalamento chamou a atenção |
A maior concentração dos cetáceos, segundo a bióloga Mônica Pontalti, do IBF, estava situada entre as praias da Gamboa (Garopaba) e Guarda do Embaú (Palhoça), onde foram avistadas sete pares (mães com filhotes) e sete adultos.
Na praia do Siriú, também de Garopaba, havia uma mãe com o baleote e mais sete adultos. Na praia da Vila, em Imbituba, foi registrada a presença de oito pares e uma baleia adolescente (sub-adulta).
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Fotos:Sérgio Saravia |
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Turistas embarcam para avistar baleias. Grande número de cetáceos em águas calma incrementou o turismo de observação |
O sobrevoo de helicóptero teve Enrique Litman, como fotógrafo, e uma equipe da RBS TV acompanhando a bióloga.
Acasalamento - O que mais chamou a atenção da bióloga e do empresário e operador de barcos de observação Enrique Litman, também do IBF, é o grande número de adultos envolvidos em rituais de acasalamento, sempre um pouco mais distante das praias.
"Isso quer dizer que muitas baleias e devem estar chegando para ter filhotes, já que os grupos de acasalamento costumam anteceder as fêmeas prenhas", salienta a pesquisadora. Ela destacou também quatro filhotes com sinais de albinismo (partes brancas no corpo).
De acordo com Pontalti, o número de baleias francas na costa catarinense deve ser bem maior do que o registrado. "Certamente tem mais ao sul de Itapirubá e outras tantas ao norte de Florianópolis. Só não percorremos todo o território da APA porque tínhamos contratado um vôo de hora e meia".
Recorde - O Projeto Baleia Franca (PBF), pioneiro na luta pela preservação da espécie na costa brasileira, já havia previsto que esta temporada traria um grande número cetáceos para a região.
Em 17 de agosto, Karina Groch, maior autoridade brasileira em baleias francas, havia anunciado retos de 200 avistagens nos domínio da APA da Baleia Franca (entre praia do Rincão e pra da Guarda do Embaú).
O entusiasmo dos pesquisadores é justificado. A baleia franca foi dada como extinta na costa brasileira (catarinense) na década de 1970, quando começo a luta pela sua preservação, coroada com a criação da Área de Proteção Ambiental em 2000.
Observação - O próprio Enrique Litman, que atua no ramo de observação de baleias na região da APA há 11 anos, avalia que os números deste ano são recordistas. "Nunca vi tantas baleias entre o Siriú e a Guarda em todo esse tempo", disse.
A forte presença das baleias na área de Garopaba aqueceu o mercado de observação embarcada. A operadora Vida, Sol e Mar, de Litman, realizou cinco viagens no sábado. "Só não fizemos mais por causa do vento nordeste forte", lamentou.
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