23/07/07 - 16h30
Lucas Matos
Diogo Pereira não imaginava o risco que estava correndo ao pousar com chuva no Aeroporto de Congonhas, um dia antes do acidente com o Vôo 3054 da TAM
Na última terça-feira (17/7) ocorreu o pior desastre da aviação brasileira, quando o avião Airbus A320 da TAM colidiu contra o prédio da própria empresa, localizado na cabeceira da pista do Aeroporto de Congonhas. No acidente morreram 200 pessoas, sendo 187 passageiros e tripulantes que estavam no avião, nove pessoas que estão desaparecidas no prédio da TAM Express e quatro pessoas que chegaram a ser socorridas, mas morreram nos hospitais.
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Foto: Diogo Pereira |
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| Prédio da TAM Express ficou totalmente destruido |
Um dia antes da tragédia, na segunda-feira (16/7), o leitor do GRBOL, Diogo Pereira, embarcou às 16h00 no Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, rumo à Congonhas, em São Paulo, onde pousou uma hora e meia depois, debaixo de muita chuva e pista molhada. Pouco antes, o piloto da companhia aérea Pantanal havia perdido o controle da aeronave, o que obrigou, por razões de segurança, o fechamento imediato da pista para pousos e decolagens. O avião onde Diogo estava só pousou após a reabertura da pista, que segundo ele "transcorreu normalmente, pelo menos não percebemos nada de anormal no pouso."
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Foto: G1 |
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| Avião da Pantanal escorregou na pista pouco antes de Diogo pousar |
O que ele não podia imaginar é que no dia seguinte, vinte e quatro horas depois da sua chegada em Congonhas, um outro avião vindo também de Porto Alegre, não teria a mesma sorte, e numa tentativa frustrada de pouso, colidiria contra um prédio matando dezenas de pessoas, a maioria seus conterrâneos, que como ele, viajavam a São Paulo para reuniões de negócios.
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Foto: Diogo Pereira |
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| Emissoras de rádio e tv transmitem ao vivo do local da tragédia |
Na quinta-feira (19/7), apenas dois dias após a tragédia que abalou o país, Diogo precisou embarcar em Congonhas para retornar à Porto Alegre. Mas antes registrou algumas imagens que mostram o terrível cenário do acidente, que segundo ele "é algo quase indescritível". Veja as fotos que foram tiradas com seu aparelho celular.
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Foto: Diogo Pereira |
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| A área continua isolada dificultando o acesso de carros e pessoas |