Números - Bachelet concedeu uma entrevista coletiva no final da tarde desta segunda (1º) e confirmou que o número de mortos deve aumentar. Oficialmente o governo chileno confirma que o terremoto matou pelo menos 723 pessoas, mas ainda há desaparecidos e feridos.
A BBC em português informou ainda que houve uma morte por disparos de armas de fogo em confrontos envolvendo saqueadores e as forças de segurança. As autoridades chilenas mobilizaram as Forças Armadas para conter a onda de saques, que já levaram à prisão ao menos 160 pessoas no país.
Toque de recolher - Desde domingo, por determinação de um decreto de Bachelet, está em vigor o toque de recolher na região de Concepción, segunda maior cidade do Chile, a 400 quilômetros de Santiago. O local que tem cerca de 500 mil habitantes foi um dos mais atingidos pelo sismo.
De acordo com o governo chileno, aproximadamente 1,5 milhão de casas foram danificadas e 2 milhões de pessoas foram afetadas pelo tremor. Há pessoas que estão nas ruas porque perderam suas casas. O medo também afasta alguns chilenos de suas casas, pois os chamados tremores secundários continuam ocorrendo.
Brasileiros - Um avião reserva da FAB (Força Aérea Brasiliera) que acompanhava a aeronave de Lula trouxe 30 brasileiros que estavam no Chile de volta ao Brasil, informou a assessoria de imprensa do Itamaraty na noite desta segunda-feira. Segundo o Itamaraty, após verificar-se que havia lugares vagos no voo, foi decidido que o grupo de brasileiros poderia embarcar na aeronave. Foi dada prioridade a idosos, gestantes e crianças. Escritores que participavam de um congresso de literatura no Chile também embarcaram no avião da FAB.