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Dois novos fortes tremores de terra voltam a abalar o Chile
05/03/10 - 10:48
Edição: Sérgio Saraiva
O mais forte alcançou 6,6 graus na escala Richter
Pelo menos dois novos terremotos, com magnitudes entre 6,3 e 6,6 graus na Escala Richter, foram registrado pelo serviço de pesquisas geológicas dos EUA, USGS. O primeiro deles, aconteceu às 6h19 desta sexta. O segundo, mais forte, foi sentido por volta das às 8h45. Os novos tremores aconteceram a cerca de 40 km de Concepción, na região de Bio Bio.
  Fotos: Telam
Moradores correram para longe da costa por causa do alerta de tsunami

O Centro de Alertas de Tsunami do Pacífico, também administrado pelos EUA não emitiu nenhum alerta de tsunami e o governo chileno ainda não divulgou se o tremor fez novas vítimas.
  Fotos: Telam
Policiais fazem ronda, durante toque de recolher em Talcahuano

Estas foram as réplicas mais fortes registradas depois do devastador terremoto do último sábado, que teve magnitude de 8,8 graus. Estima-se que as vítimas sejam mais de 800, entre mortos e desaparecidos.
  Fotos: Telam
Helicóptero descarrega mantimentos, em Dichato

Madrugada - O país viveu, na madrugada desta sexta-feira, novos momentos de apreensão em decorrência dos tremores de terra. Das 0h56 às 6h40 houve terremotos de baixa e média intensidade em 12 cidades nas regiões Central e Sul do país.

Os abalos sísmicos variaram de 2 a 5 graus na escala Richter, de acordo com o Ministério do Interior chileno. Na capital, Santiago, o terremoto atingiu 3 graus e na cidade de Talca, 5 graus.

O ministério informou que os abalos não causaram maiores danos nas cidades atingidas. As áreas afetadas são: Maule, Bío-Bío, Valparaíso, Viña Del Mar, San Antonio, San Francisco, Pichelem, San Felipe, Quillota, Canquenes, além de Santiago e Talca.

Desde o dia 27, o Chile passa por vários terremotos e tsunamis. Em decorrência dos tremores de terra e as ondas gigantes, o governo da presidente do Chile, Michelle Bachelet, chegou a anunciar o registro de 802 mortos. No entanto, nesta quinta (4), recuou ao afirmar que esses dados estariam incorretos porque foram incluídos os desaparecidos.

No entanto, os sobreviventes reclamam das dificuldades causadas pela demora na ajuda do governo. Pelo menos 1,5 milhão de casas foram destruídas. Estradas e pontes também foram destroçadas. Há cerca de 1,5 mil pessoas sem energia e 800 sem água.

Bachelet informou que serão necessários quatro anos de trabalho árduo para reconstruir o país. O futuro presidente do Chile, Sebastián Piñera, que assume o governo na próxima quinta-feira (11), avisou que a palavra de ordem na sua gestão será “reconstrução”. A atual presidente afirmou que precisará de ajuda financeira internacional.

Fonte: Telam


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